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Título: Hábitos tabágicos nos enfermeiros de uma ULS da região centro de Portugal: hábitos tabágicos, grau de dependência à nicotina, motivação para a cessação tabágica e stresse ocupacional.
Autores: Silva, Paulino M
Palavras Chave: Enfermeiros
Hábitos tabágicos
Grau de dependência à nicotina
Cessação tabágica
Stresse ocupacional
Data: 26-Jun-2019
Editora: Instituto Politécnico da Guarda
Relatório da Série N.º: 616-083 SIL
Resumo: O tabagismo é uma problemática transversal a toda a população, sendo considerado um grave problema de saúde pública. Diversos estudos demonstram uma elevada prevalência de consumidores de tabaco entre profissionais de saúde. Estes, em particular os enfermeiros, têm na luta contra os hábitos tabágicos um papel crucial. A este grupo profissional também poderá estar associado níveis de stresse ocupacional elevados, podendo o consumo de tabaco ser um dos fatores associados ao alívio do stresse. Pretendeu-se com este estudo conhecer os hábitos tabágicos dos enfermeiros de uma ULS da região centro de Portugal, avaliar o grau de dependência à nicotina e a motivação para a cessação tabágica, averiguar a existência de relação entre as características sociodemográficas e do contexto laboral com o grau de dependência à nicotina e a motivação para a cessação tabágica, verificar se existe relação entre as características sociodemográficas e do contexto laboral com ser ou não fumador, avaliar o stresse ocupacional dos enfermeiros e averiguar a existência de relação entre o stresse ocupacional nos enfermeiros e o grau de dependência à nicotina e a motivação para a cessação tabágica. O estudo apoiou-se numa metodologia quantitativa, descritiva e transversal. A população alvo foram todos os enfermeiros de uma ULS da região centro de Portugal. Utilizou-se um protocolo de colheita de dados distribuído a todos os enfermeiros que trabalhavam nas unidades de saúde em estudo, via correio eletrónico institucional, que esteve disponível online entre 15 de julho de 2017 a 5 de março de 2018. Dos 208 respondentes, 71,6% eram do sexo feminino com média idade de 40,5 anos, sendo que 19% referiu ter fumado pelo menos um cigarro na última semana. Os fumadores iniciaram o consumo, em média, aos 18,5 anos e consumiam há 17,5 anos. Dos fumadores, 52,5% apresentava um grau de dependência à nicotina muito baixa e 95% manifestou baixa motivação. Concluiu-se que uma menor motivação para a cessação tabágica está associada um maior grau de dependência à nicotina. Os resultados indicaram que os fumadores que vivem ou convivem com fumadores têm menor motivação para a cessação tabágica. A maioria dos enfermeiros (75%) manifestou moderado a elevado stresse ocupacional, nas dimensões lidar com utentes, excesso de trabalho e carreira e renumeração. Os resultados indicaram que à medida que o nível de stresse aumentava o grau de dependência à nicotina e o consumo de tabaco também aumentavam, mas sem evidência estatística que a motivação para a cessação tabágica estivesse associada aos níveis de stresse. Este estudo permitiu conhecer a realidade dos hábitos tabágicos e do stresse ocupacional da comunidade de enfermeiros em estudo. Tal possibilita a otimização de estratégias/atividades para mitigar a problemática do tabagismo/stresse ocupacional melhorando a qualidade da saúde dos enfermeiros e da comunidade, com ganhos em saúde, indo ao encontro das competências descritas pela OE para o Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública.
URI: http://hdl.handle.net/10314/4896
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